Multi-Agent Systems: Supervisor vs Planner-Executor vs Event-Driven Agents
Topologias de Multi-Agent Systems para AI Agents enterprise: supervisor-worker, planner-executor e event-driven. Quando usar cada uma, como A2A entra, e como o EmerAgents evita a rede caótica de chats.
Por Emerson Amorim · Fundador e Principal Software Engineer
O demo de multi-agente mais comum é também o menos production-grade: vários personas num group chat, cada um “falando” até alguém declarar vitória. O custo explode, o debug some, a política se dilui. O artigo de Agent Harness já pediu topologias explícitas. Este texto compara as três que eu uso em fábrica — e encaixa A2A no lugar certo.
Supervisor-worker
Um coordenador recebe a tarefa, escolhe workers com skills fechadas, agrega resultados, decide HITL. Workers não conversam entre si salvo via supervisor. É o organograma clássico. Serve a routing (triagem, especialistas de domínio, coding crew com papéis). Risco: o supervisor vira deus — mantenha-o burro de política (só roteia) e rico de observabilidade.
- Prós: ownership claro, allowlists por worker, fácil de auditar.
- Contras: gargalo no supervisor; fan-out mal dimensionado vira custo.
- A2A: o worker pode ser remoto (Agent Card). O supervisor ainda é o seu harness.
Planner-executor
Um agente (ou um modelo + schema) produz um plano versionado: passos, tools, critérios de aceite. Outro runtime executa passo a passo com checkpoints. O plano é artefato — revisável por humano, testável por eval, retomável em long-running. Serve a tarefas longas e a software factory (spec → implementação → teste). Risco: plano alucinado; mitigue com schema, crítica determinística e HITL no plano de alto risco antes da execução.
Event-driven agents
Ninguém “conversa”. Eventos de negócio (pedido criado, IDoc falhou, PR aberto) disparam agentes com contrato de input/output. É o desenho que mais parece a fábrica real e o que melhor convive com SAP/EventBridge/Service Bus. Risco: tempestade de eventos e loops; mitigue com idempotência, dedupe e budgets por tipo de evento.
Três topologias, um harness
- 01Supervisorroteia
- 02Workersskills
- 03Plannerplano
- 04Executorsteps
- 05Event busfatos
- 06Agentshandlers
Como escolher
- Tarefa única, especialistas estáticos → supervisor-worker.
- Tarefa longa, precisa de artefato revisável → planner-executor.
- Operação contínua no tecido enterprise → event-driven.
- Híbrido é normal: um evento dispara um planner que usa workers.
O que nunca fazer
- Grafo completo em que todos falam com todos “para colaborar”.
- Compartilhar memória global mutável sem provenance.
- Deixar o supervisor com todas as tools de todos os workers.
- Multiplicar agentes para esconder falta de Context Engineering.
EmerAgents
EmerAgents é orquestração com papéis, handoffs e trilha — não um chatroom. A2A para especialistas fora do processo; MCP para sistemas; eventos para o core. A topologia é código e política, não vibe de standup.
Conclusão
Multi-Agent Systems só viram vantagem quando a topologia é chata o suficiente para o SRE explicar no quadro. Supervisor, planner-executor e event-driven cobrem 95% dos casos enterprise. O resto é demo. Combine com o mapa de protocolos e com evals de trajetória — um “time” de agentes que acerta o texto e erra o handoff falhou.
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LinkedIn · Emerson Amorim
Se seus agentes “conversam livremente”, você não tem multi-agente. Tem um grupo de WhatsApp com IAM.
Três topologias que eu aceito em produção: 1. Supervisor-worker — coordenador + especialistas com allowlist 2. Planner-executor — plano versionado, execução com checkpoint 3. Event-driven — agentes reagem a eventos de negócio, não a chat livre A2A entra quando o especialista é outro runtime/vendor. MCP entra quando é tool. O harness orquestra os dois. Artigo: https://www.emersoftware.com.br/blog/multi-agent-systems-supervisor-planner-event-driven — Emerson Amorim, EmerSoftware
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